Fazer ou não uma cirurgia plástica?

EM: 11 de julho de 2016

Quando a nossa sociedade consumista se apaixona pelo mundo da cirurgia plástica o resultado é previsível. O procedimento se torna um bem de consumo como qualquer outro. Queremos a cirurgia mais nova, a mais cara, a que tal celebridade fez. Aliás, queremos ser essa celebridade. Mas será que a cirurgia está aí para isso? Para que ninguém saia por aí achando que é só tirar o cartão de crédito da bolsa, quero que você entenda o real mundo da cirurgia plástica.

Vamos lá. Não existe vício por cirurgia plástica. O que existe são pessoas procurando a perfeição e isso está relacionado à autoestima. A pessoa que tem algum problema psicológico e compensa isso na busca exagerada pela beleza. Por outro lado, temos uma elevada porcentagem de mulheres que ganham autoestima após a cirurgia, porque foi feita uma boa avaliação prévia, ela não foi iludida em momento nenhum e foi utilizada a técnica adequada. Quando cada um faz a sua parte, a porcentagem de sucesso é alta.

É preciso tomar cuidado também com o exagero. Um médico tem que ter a perspicácia de perceber na avaliação quando a paciente realmente tem algo a ser melhorado. Nós cansamos de nos deparar com problemas psíquicos da paciente. Acontece de ela dizer “olha o tamanho dessa barriga” e a barriga estar perfeita. O médico precisa ter a sensibilidade de analisar o que é necessário e o que é futilidade, além de levar em consideração a avaliação psicológica. Entre 15% e 20% das pacientes que nos procuram acabam não fazendo o procedimento.

O questionamento das mulheres em saber quando chegou a hora certa de fazer uma cirurgia plástica também é muito comum. Como profissional em cirurgia plástica, eu tenho como parâmetro avaliar a queixa da paciente. Se ela se sente desconfortável, é porque acendeu uma luz de que algo não está legal. A partir daí, temos que ter uma coerência, não fazer nada precipitado, conversar, explicar os prós e os contras, para que ela coloque na balança. Se pender para o lado benéfico, é porque é a hora certa de fazer. Por isso, não existe uma receita de bolo. A não ser para a idade mínima, que deve ser respeitada e que varia de procedimento para procedimento.

Mas a hora certa é quando causa desconforto a paciente, tanto emocional, quanto físico. Não indico fazer a cirurgia no primeiro mês da avaliação. Tem todo um preparo, uma avaliação clínica e de laboratório, que faz ganhar tempo. É preciso ter tempo para por tudo em perspectiva. Admito que precisamos ser um pouco psicólogos, além de cirurgiões, para avaliar todos os aspectos da paciente e não se precipitar.

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